12 dicas para introdução alimentar do bebê

A partir dos seis meses, o leite materno passa a não ser o suficiente para suprir as necessidades nutricionais do bebê.

Neste momento entra em cena uma etapa muito importante: a introdução alimentar.

A introdução alimentar é um período complicado para muitas mães, principalmente as de primeira viagem.

Dúvidas sobre como montar o cardápio, o que pode ou não ser dado ao bebê e como tornar essa etapa mais simples são comuns.

Para ajudar as mães que estão vivenciando essa etapa, preparamos um texto com 12 dicas para a introdução alimentar do bebê. Prontas?

Comece com as frutas

No momento da introdução alimentar, ofereça diferentes opções de frutas, pois são ricas em fibras, possuem diversas vitaminas e muita água.

Amasse as frutas na hora da papinha

Os bebês precisam aprender a mastigar, por isso, na hora da papinha, procure amassar o alimento com um garfo em vez de bater no liquidificador ou passar por peneira.

Escolhas frutas que tenham a consistência pastosa

Para que os bebês aceitem bem a papinha, inicialmente priorize frutas como banana, mamão e abacate, que possuem a consistência mais pastosa.

Misture as frutas com o leite materno

Algumas crianças são mais resistência para comer frutas, e para facilitar a aceitação, uma boa opção é misturar as frutas com a fórmula que o bebê está acostumado ou com o próprio leite materno.

Não adoce a papinha

É fundamental que as papinhas nunca sejam adoçadas com açucar.

Além de trazer graves prejuízos para saúde, o açucar irá distorcer o paladar de seu pequeno, criando uma referência de doce que dificultará muito a aceitação de outros alimentos com sabores mais suaves.

Cuidados com as frutas alergênicas

No momento da introdução alimentar, evite alimentos como o kiwi e o morango, pois eles possuem potencial para causar alergias.

Inclua-os no cardápio do bebê apenas depois do primeiro ano, com autorização de seu pediatra.

Ofereça a maçã e pera apenas depois do primeiro ano

Frutas como a maçã e a pera podem fazer o bebê engasgar com facilidade. Por isso, procure oferecer apenas depois do primeiro ano, raspadas ou picadinhas.

Não ofereça sucos ao bebê

Os sucos, mesmo os naturais, preparados em casa, devido a ausência de fibras, possuem alto índice glicêmico, o que pode desencadear quadros de diabetes e obesidade, além de abaixar a imunidade.

Dê bastante água

Embora as frutas contenham água, é importante que o bebê beba água de boa qualidade para que se mantenha hidratado.

Amasse os legumes para as papinhas salgadas

Assim como fazemos com as papinhas de frutas, quando começar a oferecer as papinhas salgadas, não use o liquidificador ou peneiras para preparar o alimento.

Prefira sempre amassar os legumes com o garfo.

Fique atenta a quantidade

No momento da introdução alimentar, fique atenta a quantidade de papinhas que oferecerá para o bebê.

Respeite a quantidade de acordo com a idade da criança.

Tenha paciência

A introdução alimentar é um momento desafiador.

Algumas crianças podem dar mais trabalho do que outras, por isso, é importante ter muita paciência e, claro, ter a informação correta para saber o que fazer em cada situação.

Informações importantes

Para garantir uma introdução alimentar segura e nutritiva, alguns outros detalhes são super importantes:

  • A escolha de uma panela que não libere metais pesados
  • A utilização de potes livres de contaminantes
  • A forma correta de armazenar as papinhas
  • O congelamento e descongelamento correto, para preservar os nutrientes
  • Os temperos corretos
  • A higienização e remoção dos agrotóxicos

Se você não quer correr riscos com seu bebê, aconselhamos que conheça o Guia para Mamães de Primeira Viagem, onde, além de ter acesso a 59 receitas práticas, você vai aprender todos os detalhes para garantir uma introdução alimentar super segura e nutritiva.

Acesse o Guia Primeiras Papinhas do Bebê e garanta a saúde do seu bebê.

Cuidados que toda mãe deve tomar durante a quarentena pós-parto

quarentena pós parto

Depois da gravidez, a nova mamãe precisa de um tempo especial para que seu corpo se reabilite. Afinal, os nove meses de transformações intensas no corpo fizeram muita diferença, e é essencial se cuidar para que o organismo volte a ser como era antes da gestação. O período de quarenta dias pós-parto, ou quarentena, também é conhecido como puerpério e resguardo.

A intensidade das mudanças que o corpo sofre durante a gestação é tão grande que o útero, por exemplo, chega a aumentar seu tamanho em até dez vezes! De uma média de 90 gramas, o órgão pode chegar a pesar 1000 gramas, ou um kilo.

Cada mamãe terá uma experiência diferente com relação ao ganho de peso e mudanças em seu corpo. Por isso, a quarentena terá regrinhas diferentes para cada uma. O que vale nessa hora é respeitar todas as orientações do profissional de saúde que estiver acompanhando o seu desenvolvimento.

O que muda?

quarentena pós parto

As mudanças são inúmeras, assim como quando o seu corpo passou a se preparar para receber o bebê. Dessa vez, ele se prepara para voltar ao estado pré-gestacional, fazendo uma espécie de caminho inverso. Pode-se dizer que quase tudo muda! O peso, a produção de hormônios, menstruação, produção de leite… O mais indicado é se informar com antecedência sobre todos os cuidados que você deverá tomar na quarentena.

Hormônios

A redução da produção de hormônios é perceptível na fase do puerpério. Assim como no período da gravidez, a mulher ficará mais sensível, e por isso é importante que esteja cercada de familiares e amigos que possam auxiliar nas tarefas do dia e estejam bem dispostos. Um ambiente alegre em casa pode ajudar a prevenir o desânimo e tristeza que podem acompanhar a queda hormonal. O mais importante é ter tempo para descansar e conseguir apoio para cuidar do novo bebê durante sua recuperação.

Útero

O útero é um dos órgãos que mais irá mudar durante a quarentena, afinal, ele foi o responsável por carregar seu bebê. Depois da remoção da placenta, é comum sentir contrações. Elas ocorrem para que ele volte ao tamanho inicial, um processo que dura cerca de 10 dias. Nesse estágio, procure se hidratar com frequência para agilizar a contração.

É possível que você sinta um desconforto semelhante às cólicas menstruais durante a fase de contração do útero, especialmente enquanto amamenta. Isso acontece porque a sucção do bebê estimula a produção de ocitocina no corpo da mãe, um hormônio que desencadeia as contrações.

Outra mudança que ocorre é o sangramento, que é semelhante à menstruação, e serve para eliminar os resíduos de revestimento do útero.

Amamentação

quarentena pós parto

O tamanho dos seios tende a aumentar conforme a produção de leite inicia. Nos primeiros dias da quarentena pós-parto, o colostro é produzido, o primeiro alimento do seu bebê. A partir do terceiro dia, o leite é produzido pelas mamas e continua aumentando conforme seu bebê se alimenta.

Além disso, amamentar é uma forma eficaz de perder o peso ganho durante a gravidez. Por isso, essa atividade é estimulada por profissionais para acelerar o processo de recuperação da mamãe durante a quarentena pós-parto.

Lembre-se de garantir sua hidratação sempre e usar sutiãs de amamentação que sejam confortáveis e práticos.

Sexo

Durante a quarentena, é mais indicado que o corpo da mulher seja poupado de relações sexuais por estar em transformação. Uma das preocupações nesse período de resguardo é que a mulher volte a engravidar novamente. Médicos afirmam que as chances de se engravidar no período pós-parto são pequenas, mas a possibilidade não é completamente descartada. Conforme os 40 dias passam, as chances de engravidar aumentam gradativamente.

É importante consultar seu médico para que ele indique o melhor método contraceptivo para o seu caso e que não cause interferências no leite materno.

Meu bebê não para de chorar. E agora?

Existem diversos motivos para o choro do seu bebê e você precisa conhecer todos eles.

Quando os bebês começam a chorar de repente, algumas mães de primeira viagem podem até entrar em pânico por não saberem o real motivo da irritação do seu filho.

Cólicas, fraldas sujas e fome podem ser bons motivos para o choro do bebê e, em determinadas situações, a irritação da criança se torna tão grande a ponto de deixar os pais mais inexperientes de cabelo em pé!

Quanto mais os bebês choram, mais os pais ficam nervosos e esse nervosismo é sentido pela criança. Portanto, trouxemos para vocês algumas situações que deixam os bebês extremamente irritados e que podem ser verificadas facilmente para não se tornar uma tempestade em um copo d’água.

1. Fralda Suja ou apertada

Ficar com as fezes ou a urina encostando na pele deixa os bebês muito irritados. A pele do pequeno é sensível, por isso a fralda é uma das primeiras coisas que devem ser constantemente observadas. Outro detalhe é verificar se a fralda está bem colocada, sem apertar o bebê nas dobrinhas. A peça muito suja pode causar até machucados na pele do bebê.

2. Fome

Talvez esse seja o principal motivo pelo qual os bebês choram. Por não saberem se comunicar de outra forma, o choro é a maneira que eles têm para deixar claro que precisam se alimentar.

3. Calor ou frio

É comum que os bebês sintam as mudanças de temperatura mais dos que os adultos. Nos primeiros dias de vida, eles perdem calor mais rapidamente, necessitando de aquecimento constante. No entanto, o excesso de calor também incomoda. Por que, assim como as fezes ou xixi, a pele sensível do bebê pode ficar irritada com o suor.

O choro é a maneira que os bebês encontram para demonstrar o que sentem

4. Assaduras

As mudanças de temperatura, a baixa frequência na troca de fraldas e até uma alergia podem deixar a pele do bebê dolorida e vermelha. Pode ser preciso utilizar algumas pomadas, para suavizar o incômodo.

5. Sono

Até uma certa idade, os bebês não conseguem entender que dormir é a melhor maneira de descansar. Por isso, eles ficam extremamente irritados quando estão cansados e têm dificuldade em relaxar. Você pode dar uma banho gostoso em seu bebê e diminuir as luzes do ambiente, para que ele, aos poucos, se acalme e consiga dormir com mais facilidade.

6. Cólicas

Se para nós, mulheres, as cólicas menstruais sempre foram uma dor de cabeça, imagine para um recém-nascido que não faz ideia do que está acontecendo. As cólicas constantes costumam afetar os bebê até os três meses de vida, devido ao organismo que ainda está em processo de conclusão do sistema digestivo. Uma boa dica para tentar resolver esse problema é colocar o bebê de bruços, massagear ou colocar compressas com panos mornos.

7. Excesso de estímulo

É preciso tomar cuidado com a quantidade de estímulo dada a um bebê. Às vezes a agitação de outras crianças, a brincadeira com os pais ou barulhos externos podem deixar os bebês incomodados e então eles choram, por irritação. Vale lembrar que nossa audição não para, nem quando dormimos. Os bebês são muito mais sensíveis a isso.

8. Refluxo

Alguns bebês sofrem com o problema do refluxo, o que causa uma queimação no estômago, trazendo a irritação e o choro incessante. Se o seu bebê não regurgita e você não consegue identificar a causa do choro, procure seu pediatra para verificar se o motivo não é esse.

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Importante: essa matéria não deve substituir uma consulta ao médico!

10 problemas na amamentação e como resolvê-los

Não há dúvidas dos benefícios do aleitamento materno para o desenvolvimento do bebê. Mas, ainda sim, há diversas famílias que têm que lidar com problemas na amamentação e com o desmame precoce.

É preciso entender que a amamentação nem sempre é um processo fácil e instintivo e que exige uma busca constante por informação. É possível evitar erros que atrapalham a amamentação de forma simples e ainda nas primeiras semanas de vida do bebê.

Problemas na amamentação podem causar desmame precoce

A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda a amamentação de forma exclusiva até os seis meses de vida do bebê e complementar até os dois anos ou mais. O desmame antes desse prazo é considerado precoce. Selecionamos dez dos principais problemas na amamentação, com dicas do que fazer para resolvê-los.

1 – Não buscar informação durante a gravidez

A gestante deve se preparar para a amamentação ainda na gravidez. É preciso buscar orientação e ler sobre questões como pega correta, produção de leite e o que pode causar desmame precoce. Essas informações são encontradas em sites especializados, bancos de leite e até com uma consultora especializada. E, claro, aqui no Blog Mamãe de primeira viagem.

2 – Agendar uma cesárea

Muitas gestantes não sabem, mas aguardar o início do trabalho de parto de forma natural ajuda na amamentação. A ação dos hormônios que agem para o parto normal estimulam a descida do leite. E esse é apenas um dos benefícios do nascimento natural. A cesárea deve ser uma alternativa de emergência.

problemas na amamentação

Problemas na amamentação: o recém-nascido deve mamar o colostro nas primeiras horas de vida.

3 – Oferecer fórmula

O único alimento que o recém-nascido precisa logo quando nasce é o colostro. Esse é o nome que se dá ao primeiro leite materno (de aspecto amarelado e produzido nos primeiros dias pós-parto), que é extremamente rico e considerado a primeira vacina do bebê.

Ele não é abundante, mas vem na quantidade ideal para o tamanho do estômago do bebê, que ainda é muito pequeno. Oferecer fórmulas, especialmente em mamadeira, prejudica o aleitamento pois a produção de leite materno está diretamente ligada à sucção do bebê.

4 – Dar chupeta e mamadeira

Os bicos artificiais – chupeta e mamadeira – são uma das principais causas de desmame precoce, especialmente quando oferecidos no início de vida do bebê. O hábito causa confusão de bicos, prejudicando o aprendizado da pega correta. A necessidade de sucção deve ser suprida apenas pela amamentação.

5 – Estabelecer horários para as mamadas

Já falamos aqui sobre a importância da amamentação em livre demanda. Então, o bebê não deve ter horários certos para mamar. Ele deve ficar no seio da mãe pelo tempo que quiser, mamando em livre demanda. O hábito estimula a produção de leite e fortalece o vínculo entre mãe e bebê.

problemas na amamentação

Problemas na amamentação: estabelecer horários para o bebê mamar prejudica a produção de leite. O bebê deve mamar em livre demanda.

6 – Oferecer água ou chá para o bebê

Nos primeiros seis meses de vida, o bebê não precisa de nenhum outro líquido ou alimento além do leite materno. A amamentação oferece todos os nutrientes e mantém o bebê hidratado. Ao oferecer água ou chás, a família acaba “substituindo” um espaço no estômago da criança que poderia ser do leite, fazendo com o que o pequeno mame menos. E, com menos demanda, a produção de leite da mãe também sofre.

7 – Alternar os seios toda hora

Para manter a produção de leite de acordo com a demanda do bebê, a mãe deve deixar o pequeno mamar o seio até esvaziá-lo. Não é preciso se preocupar em oferecer os dois seios. Isso é importante para garantir que o bebê mame o leite posterior (que tem gordura e contribui para um ganho de peso adequado) e não somente o anterior (rico em água). Falamos sobre as fases do leite e seu papel no desenvolvimento do bebê aqui no blog.

8 – Não amamentar durante à noite, substituindo o seio pela mamadeira

Algumas famílias optam por oferecer mamadeira durante a madrugada, acreditando que o bebê vai “dormir melhor” com a fórmula. Ou a decisão é motivada para que a mãe possa dormir. Não há nada de errado em querer descansar, mas é preciso entender que durante à noite é que ocorre o pico de produção da prolactina, hormônio responsável pelo aumento da produção de leite.

Quando a mãe deixa de amamentar nesse período, a produção de leite tende a baixar. Outro problema no hábito é que a mamadeira (como já falamos acima) pode causar confusão de bicos. E se a questão for achar que a fórmula “alimenta” mais o bebê, lembramos que isso é um mito. Bebês amamentados no seio tendem a ter fome mais rápido do que os alimentados por fórmulas por causa da rápida digestão do leite materno.

problemas na amamentação

Problemas na amamentação: durante à noite há um pico na produção de prolactina, hormônio que ajuda no aleitamento.

9 – Mãe que descuida da alimentação e da hidratação

Para conseguir dar conta da produção de leite, a mãe deve se alimentar de forma equilibrada, priorizando carboidratos integrais, proteínas magras, verduras legumes e frutas. Também é importante beber cerca de três litros de água por dia, o que ajuda diretamente na produção de leite.

10 – Sentir dor na amamentação e achar normal

Finalizamos nossa lista de problemas na amamentação com uma das principais queixas: sentir dor na amamentação. Não é normal! Isso é sinal de pega errada, que deve ser corrigida para que o bebê consiga mamar sem machucar os seios da mãe. A família pode buscar orientação em bancos de leite e consultorias de amamentação. E também temos uma matéria aqui, com dicas para ajustar a pega.

problemas na amamentação

Problemas na amamentação: para reconhecer a pega correta, a mãe deve observar se o bebê abocanha toda a aréola e não somente o bico.